Em entrevista a duas rádios da região do ABC paulista, a presidente Dilma Rousseff defendeu hoje a manutenção de seu veto à derrubada da multa de 10% do FGTS pago em demissões sem justa causa.
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) pautou a discussão do veto para amanhã.
Dilma mencionou o tema ao responder a uma pergunta sobre pleitos das centrais sindicais, que defendem o fim do fator previdenciário e estão se mobilizando contra um projeto que cria regras para a terceirização de atividades.
A presidente disse que o governo trabalha para "buscar o consenso possível e evitar derrotas que você não consegue contornar depois" e citou o fato de que o Supremo Tribunal Federal permitiu que os vetos presidenciais possam ser analisados e derrubados posteriormente.
"Nós vetamos o fim da multa de 10% do FGTS", disse Dilma, que responsabilizou o Congresso pelo resultado da análise do veto. "Não fomos nós que pautamos os 10%. Perdemos e vetamos, agora isso vai ser analisado."
Previdência
Sobre o fim do fator previdenciário, pleiteado pelas centrais, a presidente declarou estar disposta a discutir "qualquer proposta, desde que não afete a sustentabilidade financeira da Previdência nem coloque em risco as aposentadorias dos trabalhadores mais jovens".
Dilma viajou nesta segunda para São Bernardo do Campo para anunciar R$ 2,1 bilhões em recursos do PAC para as sete cidades do ABC paulista. Serão contempladas as áreas de mobilidade urbana, com R$ 796 milhões, recuperação de encostas e habitação popular.
A presidente disse que serão construídas 8.500 unidades do programa Minha Casa, Minha Vida para urbanizar 15 favelas na cidade.