Política

STF

Ministro abre inquérito envolvendo senador

Ministro abre inquérito envolvendo senador

Redação

27/08/2013 - 08h01
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O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou abertura de inquérito contra o senador Gim Argelo (PTB-DF). A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa o parlamentar do crime de lavagem de dinheiro devido à "movimentações financeiras atípicas" envolvendo a mulher e o filho de Argello. A investigação foi autorizada no dia 20 de agosto, mas foi divulgada somente nesta segunda-feira.

De acordo com a procuradoria, relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) detectou um saque de R$ 800 mil feito por Márcia Cristina Lanzillote Varandas Argello, mulher de Argello, no dia 28 de junho de 2012. No inquérito, a PGR diz que o valor foi solicitado ao banco e sacado "em uma lotérica de propriedade do senador".

Outra movimentação suspeita, segundo a procuradoria, foi feita pelo filho do parlamentar. Jorge Afonso Argello Júnior movimentou R$ 2,745 milhões em sua conta-corrente de fevereiro a setembro de 2010. Segundo a PGR, "o valor é incompatível com a renda declarada de R$ 6.500".

Ao determinar a abertura da investigação, o ministro Celso de Mello pediu que a Polícia Federal ouça o depoimento de Márcia Argello, com objetivo de comprovar a origem do saque de R$ 800 mil. Também foi determinada a oitiva de Jorge Argello Júnior para o esclarecimento das movimentações financeiras.

O advogado Pedro Guerra de Medeiros, que representa o senador, disse que as movimentações financeiras têm origem lícita e justificadas. "As movimentações atípicas não são necessariamente condutas ilegais, uma vez que ele tem movimentações justificadas pela Receita Federal, e ele é empresário. É absurdo dizer que é um ilícito penal, e ele vai justificar à Justiça, como já faz perante a Receita Federal há anos."

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