A recomendação do corregedor-geral do Ministério Público Eleitoral, procurador Mauri Valentim Riciotti, aos vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande, para fiscalizar os atos do prefeito Alcides Bernal (PP), abriu crise na cúpula da instituição, segundo reportagem na edição desta quarta-feira (28) do jornal Correio do Estado.
O procurador-geral de Justiça, Humberto de Matos Brittes, enviou ofício ao presidente da Casa de Leis, vereador Mario Cesar (PMDB), dizendo que o procurador Mauri não “fala em nome do Ministério Público”.
No início deste mês, Mauri Valentim esteve na Câmara Municipal e advertiu os vereadores sobre o poder de fiscalização do Legislativo, ressaltando que eles podem ser responsabilizados até com perda de mandato se não fiscalizarem os atos do Poder Executivo.
No entanto, o procurador-geral não gostou do posicionamento de Mauri, encaminhando logo em seguida, no dia 8 de agosto, ofício ao presidente da Câmara Municipal, esclarecendo que o corregedor-geral não possuiu atribuição legal para representar o Ministério Público.
O presidente da Câmara de Campo Grande, vereador Mário César (PMDB), até tentou esconder o constrangimento entre o corregedor e procurador-geral, mas não conseguiu. Na manhã de ontem o ofício foi divulgado em plenário. A reportagem é de Roberta Cáceres.