Política

MINISTRO:

Caso do senador não altera relações

Caso do senador não altera relações

Redação

31/08/2013 - 08h45
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O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, afirmou ontem (30) que o episódio da fuga do senador boliviano Roger Pinto Molina “não irá alterar” as relações entre Brasil e Bolívia. O ministro participa, ao lado da presidente Dilma Rousseff, da cúpula da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), no Suriname.

Segundo informou o “Blog do Planalto” por meio de sua conta no Twitter, Figueiredo afirmou que a Bolívia não fez pedido de extradição do senador Pinto Molina, que deixou a embaixada brasileira em La Paz sem autorização prévia dos países.

Episódio do senador não irá alterar as relações do Brasil com a Bolívia", disse o ministro durante entrevista, de acordo com o “Blog do Planalto”.

Dilma Rousseff, ainda de acordo com o blog, reuniu-se por uma hora com Evo Morales antes do início da cúpula. Segundo Figueiredo, a presidente “demonstrou ao presidente Evo seu repúdio ao episódio de retirada do senador Pinto da Bolívia”.

Pinto Molina deixou no último final de semana a embaixada do Brasil em La Paz rumo ao Brasil, onde permanece. Condenado pela justiça boliviana, o senador se diz perseguido político do governo Evo Morales e vivia como asilado na embaixada brasileira havia mais de um ano.

A vinda de Molina ao Brasil foi organizada pelo encarregado de negócios, diplomata Eduardo Saboia, que acabou afastado do cargo. Saboia disse que articulou a viagem de Molina para o Brasil porque "havia o risco iminente à vida e à dignidade do senador".

Durante a semana, a presidente Dilma Rousseff criticou a operação e disse que o risco a que foi submetido o boliviano é “inaceitável”. Após o episódio, o ex-ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, foi demitido do cargo. Em seu lugar, assumiu Luís Alberto Figueiredo.

O chanceler Figueiredo afirmou ainda que o pedido de refúgio do senador será analisado pelo Conare (Conselho Nacional de Refugiados). De acordo com o Ministério da Justiça – pasta à qual o conselho é subordinado -, o pedido de refúgio ainda não foi recebido pelo órgão.

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