Em cerimônia no Palácio do Planalto hoje, dois dos mais próximos ministros à presidente Dilma Rousseff classificaram como "momento histórico" a sanção do que deve ser um dos carros chefes da campanha de Dilma nas eleições de 2014.
A presidente sancionou hoje a lei que destina 75% dos royalties do petróleo para a educação e 25% para a saúde.
A lei foi aprovada pelo Congresso mês passado, a contragosto do Planalto. A presidente queria que todo o dinheiro dos royalties fosse para a educação, mas acabou concordando com a mudança feita pelos congressistas.
"De tantos legados que o seu governo vai deixar, do meu ponto de vista, talvez esse seja o maior legado para as futuras gerações do nosso país. (...) O 100% dos royalties [para educação] não nasceu nas ruas e nem de nenhuma entidade de educação. Foi a senhora que levantou 100% dos royalties para educação brasileira", disse o ministro Aloizio Mercadante (Educação).
O ministro Alexandre Padilha (Saúde) também elogiou a presidente. O petista, que deverá ser o nome da legenda para o governo de São Paulo, afirmou que Dilma, ao sancionar a lei, se posiciona como uma "estadista".
"Desde 2007, quando se arrancou da noite para o dia R$ 42 bilhões do orçamento do Ministério da Saúde com a retirada da CPMF, nenhuma fonte nova tinha aparecido para a saúde. E foi a liderança da presidenta Dilma, a condução do ministro Mercadante (...) que hoje com a sanção voltamos a ter mais uma fonte par financiar o SUS", disse o ministro em seu discurso.