Política

UBERLÂNDIA

Dilma diz que Brasil não negocia saúde

Dilma diz que Brasil não negocia saúde

Redação

13/09/2013 - 14h05
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 A presidente Dilma Roussef viajou hoje (13) para Uberlândia (MG) onde participa da cerimônia de formatura de 2.634 alunos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec - Brasil sem Miséria), que receberão o certificado de qualificação profissional em diversas formações. Ao chegar à cidade, ainda no aeroporto, a presidenta concedeu entrevista a rádios locais e falou da importância do Pronatec e também da importação de médicos estrangeiros.

Dilma disse que o governo não negocia saúde. Ela exaltou a qualidade dos médicos brasileiros e sua contribuição para a saúde pública, mas destacou que o Brasil precisa de mais médicos e que não pode se ater à nação de origem do diploma.

Ela voltou a comparar o número de médicos que atuam no Brasil com diploma de outro país com o de nações desenvolvidas. Segundo ela, enquanto apenas 1,78% dos médicos que exercem a profissão em território brasileiro fez o curso de medicina em outros países, esse percentual chega a 25% nos Estados Unidos, 35% na Inglaterra e mais de 20% no Canadá.

“Olha a discrepância. Nos países ricos eles vão e importam médicos e nós, que precisamos de médicos, que somos um país de dimensão continental, que não temos médico na periferia das grandes cidades, no interior do Brasil e nas regiões do Norte, da Amazônia, nem do Nordeste, nós não podemos importar. O que é isso? Temos que colocar a saúde da população em primeiro lugar”, ressaltou Dilma. Em sua avaliação, o Programa Mais Médicos respeitou os profissionais brasileiros dando prioridade a eles e, depois, para os médicos vindos de fora do país.

Em relação ao Pronatec, Dilma disse que é um dos programas mais importantes de seu governo porque foca no ensino técnico-profissionalizante, dando aos alunos a educação “como um patrimônio” e tentando suprir a demanda por mão de obra qualificada. “Temos uma indústria sofisticada, temos um setor de serviços e precisamos de profissionais mais bem qualificados, o que vai significar maior produtividade”, disse.

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