A mulher do ministro do Trabalho, Manoel Dias, será investigada pelo Tribunal de Contas da União por irregularidades em convênios firmados com organizações sociais em Santa Catarina.
Entre 2007 e 2010, Dalva Dias comandou a Secretaria Catarinense de Assistência Social e autorizou o repasse de R$ 2 milhões para três entidades, uma delas ligada ao PDT – partido dela e do marido.
Na época, o Ministério do Trabalho era dirigido por Carlos Lupi e, em um dos convênios, R$ 16 mil foram gastos na compra de 80 bicicletas que seriam distribuídas como brinde.
Há duas semanas, a Polícia Federal prendeu 25 pessoas acusadas de desviar R$ 400 milhões em contratos assinados pela pasta do Trabalho com uma entidade de Belo Horizonte.
O caso
A Operação Esopo, da Polícia Federal, já prendeu 20 pessoas, inclusive um assessor de Dias. Após as denúncias, osecretário executivo da pasta, Paulo Roberto Pinto, pediu demissão.
Controladoria Geral da União está revisando contratos e vai barrar convênios de ministérios com Ongs acusadas pelos supostos desvios. Apenas o Instituto Mundial de Desenvolvimento da Cidadania teria recebido dinheiro de outros quatro ministérios, além da pasta do Trabalho.