Em resposta à pressão do Palácio do Planalto, o PSB planeja anunciar amanhã que entregará seus cargos no governo federal. A decisão será oficializada em reunião da executiva do partido, convocada em caráter emergencial.
Ainda não há consenso sobre o apoio da legenda à presidente Dilma Rousseff, mas existe uma tendência majoritária no comando partidário a manter a aliança nacional com o PT pelo menos até março de 2014, quando decidirá se o governador Eduardo Campos (PE) será, de fato, candidato ao Palácio do Planalto.
Presidente do PSB, Campos está operando para que não haja rompimento agora, apenas a devolução de cargos.
O partido tem os ministérios da Integração Nacional e a secretaria de Portos, além de vagas em estatais. A interlocutores, o pernambucano disse que está trabalhando para manter a aliança em solidariedade ao ex-presidente Lula, de quem é amigo.
A entrega dos cargos não estava no horizonte do partido até o último sábado, mas teve de entrar na agenda por pressão de parte de seus membros após ameaças veladas na imprensa de que Dilma tiraria os cargos de Campos.