As denúncias envolvendo o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), podem se transformar no maior escândalo político de Mato Grosso do Sul depois de Dourados, onde o então prefeito Ari Artuzi, o vice-prefeito Carlinhos Cantor (PR), quase todos os vereadores, secretários municipais, servidores municipais e empreiteiras foram presos e caíram dos cargos, conforme reportagem na edição de hoje (24) do jornal Correio do Estado.
Para o governador André Puccinelli (PMDB), o escândalo, se for verdade, é pior que em Dourados. “Quero crer que não seja verdade, porque se for verdade é pior que Dourados de outrora”, apontou.
A declaração do governador ocorreu após repercussão nacional envolvendo Bernal e a catadora de lixo, Dilá Dirce de Souza. No último domingo (22), o programa da TV Record, Domingo Espetacular apresentou reportagem acusando Bernal de apropriação de R$ 150 mil pertencentes à dona Dilá.
Além disso, o prefeito foi acusado por relatório final da CPI do Calote de inúmeras irregularidades tipificadas de crime de responsabilidade, infrações político-administrativa e improbidade administrativa. A reportagem é de Tavane Ferraresi.
Desviando o foco
O prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP) deixou sem respostas algumas questões levantadas ontem, em coletiva de imprensa, acerca do episódio da ex-catadora de materiais recicláveis Dila Dirce de Souza, 65, que o acusa de ter sacado para si dinheiro de uma conta judicial que deveria ser entregue a ela. A reportagem está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.
Segundo a reportagem de Celso Bejarano, ele afirmou ontem à tarde, numa sala do prédio da prefeitura, ter sido chantageado por um ex-assessor parlamentar, que hoje advoga para Dila e que é vítima de farsas alimentadas por rivais, razões pelas quais estaria sendo “injustiçado”.
O prefeito prometeu processar donos de jornais e jornalistas que deram a notícia “sem ouvi-lo”.
O Correio do Estado abordou o caso Dila em três reportagens na semana passada e, em todas, enviou e-mails à assessoria de imprensa do prefeito como meio de ouvi-lo. Contudo, não houve resposta.