Política

'legítima defesa'

Marina diz que aliança não foi 'vingança'

Marina diz que aliança não foi 'vingança'

Redação

09/10/2013 - 00h00
Notícia sem imagem

Três dias depois de anunciar o lance mais surpreendente até agora da corrida ao Palácio do Planalto, a ex-senadora Marina Silva afirmou ontem que a aliança com Eduardo Campos não foi um ato de "vingança" contra os que eventualmente trabalharam contra a criação de seu partido, mas a "legítima defesa da esperança". "Muita gente me pergunta: 'Senadora, isso foi uma vingança?' Eu digo: foi um ato em legítima defesa da esperança, a esperança de ver que é possível uma aliança programática", disse a ex-senadora. Ao reconhecer que sua decisão abriu conflito dentro da própria Rede Sustentabilidade, Marina disse ainda que não é "Deus" e que os que divergem têm o direito de não concordar, de não votar nela.

"Aqueles que divergirem têm o direito de não votar, têm o direito de não concordar, isso é democracia. Eu não sou Deus e nem Deus todo muito concorda com Ele. E nem por isso Ele dá um raio na cabeça das pessoas porque discordam dEle", disse Marina, que é evangélica.
Dois dias depois de a Justiça Eleitoral barrar a criação da Rede, Marina anunciou no sábado apoio ao projeto eleitoral de Eduardo Campos, dizendo que reconhece sua candidatura e que trabalhará para que a aliança dê certo em torno de uma "agenda programática" para o país.
A decisão pegou de surpresa inclusive integrantes de sua legenda, que defendiam sua filiação a outro partido para que ela disputasse a Presidência da República.

Marina afirmou que eventual ingresso no PPS, o que chegou a ser negociado, seria incoerente com o discurso de que a Rede estava sendo montada não como um projeto "de poder pelo poder", mas como um projeto "de país". "Diriam: 'Foram para o PV [partido pelo qual Marina disputou a Presidência em 2010], não deu certo, tentaram um partido, não deu certo, agora foram para outro partido para ter o candidato. Eu acho que tendo recebido uma ogiva [do TSE], isso significaria escapar viva por alguns dias para ir sangrar incoerente na coxia."  Ela refirmou que considera posta a candidatura de Campos, mas que os dois combinaram tratar desse assunto só em 2014.

"Já estava posta a candidatura do Eduardo, ele sinalizando o compromisso de aprofundar a agenda. Se isso prospera, ótimo, teremos ali a aliança programática e a aliança fática. Se não prospera, valeu a intenção da semente. O que não podia é não ter nenhuma semente de esperança", disse a ex-senadora.  Marina também disse que as divergências com o PSB não devem impedir a aliança nacional, mas se mostrou incomodada com eventual aliança entre o PSB de Goiás e o deputado federal Ronaldo Caiado (DEM), defensor das teses ruralistas.
Segundo ela, ambos são "coerentes" o suficiente para saber que se ela estiver na aliança nacional, "ele mesmo vai pedir para sair, se é que já não saiu". 

Eleições 2026

Eleitor que faltou no 2º turno tem até 8 de janeiro para justificar o voto

Pessoas, de 18 a 69 anos, que viajaram, mudaram de cidade, ficaram doentes ou por qualquer outro motivo deixaram de votar, devem justificar o voto

05/11/2026 10h25

Eleitor depositando seu voto na urna eletrônica

Eleitor depositando seu voto na urna eletrônica Paulo Ribas

Continue Lendo...

mato grosso do sul

Pessoas físicas doaram R$ 5,36 milhões para candidatos ao governo e ao Senado

O governador reeleito Eduardo Riedel (PP) e o senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) concentraram 75,3% das contribuições

05/11/2026 08h00

Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel

Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel Marcelo Victor

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).