A tática do PMDB para a sucessão estadual é agregar no seu palanque os principais partidos de Mato Grosso do Sul, isolar o PSDB e, por tabela, enfraquecer a aliança do PT em 2014, como informa reportagem do jornal Correio do Estado.
Na avaliação de alguns líderes peemedebistas, o deputado federal Reinaldo Azambuja não terá coragem de concorrer ao governo estadual por não dispor de patrimônio consistente de votos para, pelo menos, ameaçar o favoritismo do senador Delcídio do Amaral (PT) e impedir o ex-prefeito de Campo Grande Nelson Trad Filho (PMDB) de chegar num eventual segundo turno.
Para peemedebistas, seria suicídio político de Azambuja colocar a sua reeleição segura de deputado federal correndo o risco a ficar sem mandato e, assim, entrar no ostracismo perdendo a disputa para o governo do Estado. Os tucanos, em público, acreditam no potencial do seu líder maior, baseando-se na votação para Prefeitura de Campo Grande. Nos bastidores, manifestam a preocupação com o resultado das consultas eleitorais onde mostram Azambuja com desempenho pífio.
A reportagem mostra que, nas reuniões de avaliações, a cúpula do PMDB diz ter aprendido com os erros estratégicos nas eleições de 2012. O partido levou susto com o desempenho de Azambuja, que ameaçou a entrada de Giroto no segundo turno, e até hoje amarga a derrota para Alcides Bernal. A matéria é assinada por Adilson Trindade.