O fracasso das negociações para formação de aliança do PT com o PMDB em Mato Grosso do Sul provocará mudanças nos planos políticos de importantes lideranças. A intenção do governador André Puccinelli de adiar sua aposentadoria para renunciar ao mandato em abril e concorrer à única vaga de senador em jogo eleitoral, forçará muitos líderes políticos a mudarem de plano eleitoral tanto da oposição quanto da situação. A reportagem está na edição de hoje (14) do jornal Correio do Estado.
A iniciativa do governador fortalecerá a chapa do ex-prefeito de Campo Grande Nelsinho Trad Filho, nome indicado pelo PMDB para concorrer à sucessão estadual. Com André senador, os partidos aliados terão de se contentar com a indicação do candidato a vice-governador e suplente de senador. Mas a participação de André é considerada de grande importância para dar força à chapa.
Segundo a reportagem de Adilson Trindade, a pré-candidatura de André deixou, também, Nelsinho Trad aliviado, porque nos bastidores estava sendo articulada sua desistência para disputar o Senado na chapa do senador Delcídio do Amaral numa aliança do PMDB com o PT. As negociações para este acordo estavam avançadas com o envolvimento do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), do ministro da Educação, Aloisio Mercadante (PT) e de outras lideranças nacionais. Mas de uma hora para outra, as conversas empacaram e o PMDB optou por mais um enfrentamento com o PT na sucessão estadual.