Política

Rede Sustentabilidade

Rede <br>mantém criação<br> de partido

Rede <br>mantém criação<br> de partido

Redação

14/10/2013 - 09h15
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Em reunião comandada pela ex-senadora Marina Silva (PSB-AC), a Executiva Nacional Provisória da Rede Sustentabilidade decidiu, neste domingo (13), que nenhum dos filiados participará das instâncias partidárias do PSB.

Num encontro que durou todo o dia, os aliados de Marina anunciaram que consolidarão a criação do partido e que a decisão de não integrar os diretórios estaduais ou a Executiva do PSB ajuda a "manter a identidade da Rede", deixando claro que se trata apenas de uma coligação "programática".

Bazileu Margarido, da Executiva da Rede, justificou a decisão.

— Foi um gesto generoso do PSB [de oferecer espaço nas instâncias decisórias da legenda], mas a nossa decisão é importante para caracterizar a coligação.

Com a decisão, os "marineiros" criaram uma "comissão de interlocução" com o PSB, sob a liderança da ex-senadora, que ficará responsável por apresentar à sigla do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, as propostas para o plano de governo e as deliberações sobre as alianças regionais.

Também ficou decidido que não haverá mais filiações de "marineiros" à agremiação de Campos.

— Esse processo de filiação [ao PSB] está encerrado.

No encontro, que teve videoconferência com a militância nos Estados, houve aprovação "por aclamação" da aliança com o PSB. Eles admitem, no entanto, que o processo de convencimento de todos os militantes levará tempo.

— Esse momento [de frustração da militância] não está superado. Vamos dialogar com a militância da Rede.

Durante a reunião, os "marineiros" anunciaram também que vão retomar o processo de coleta de assinaturas para validação do registro da sigla junto à Justiça Eleitoral.

Pesquisa

A ex-senadora evitou o contato com os jornalistas para "não se expor" e comentar o novo levantamento do Datafolha.

Margarido resumiu dizendo que "ainda vamos debater isso com a base".

— Mas a pesquisa teve um aspecto positivo, que foi o crescimento do Eduardo Campos. 

A pesquisa realizada na sexta-feira (11), apontou que a presidente Dilma Rousseff venceria no primeiro turno e teria 41% das intenções de voto, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) outros 21% e Campos, 15%.

Já o deputado Walter Feldman (PSB-SP) classificou como o crescimento "mais extraordinário" o aumento das intenções de voto registrado pelo governador.

— Ele [Campos] até então era um candidato frágil porque [tinha] quatro pontos [de intenção de voto] no início, sem perspectiva de exposição e problemas eleitorais. Ele teria muitas dificuldades. O próprio PSB fala que esperava que [ele] só teria dois dígitos no ano que vem. Então, na minha avaliação, é o crescimento mais extraordinário.

A pesquisa foi a primeira divulgada após a ida de Marina, que tentou viabilizar sem sucesso a criação do seu partido, para o PSB presidido pelo governador de Pernambuco.

Feldman, ex-tucano, seguiu os passos de Marina. Na avaliação de Feldman, Campos é o candidato com melhores condições de avançar nas próximas pesquisas porque conta com baixa rejeição e ainda é desconhecido de grande parte do eleitorado, o que o leva a ter um potencial de crescimento maior.

Para o parlamentar, os eleitores de Marina "evidentemente" se dividiram e agora ocorre um processo de "decantação da decisão" da ex-ministra de migrar para o PSB.

Ele disse que não se preocupa com o fato de Dilma ter herdado a maior parte do espólio eleitoral de Marina, uma vez que, na opinião dele, ainda "não está claro" que ela se retirou da disputa em 2014 e vai ceder seu "patrimônio" para Campos.

— A hora que tiver o desdobramento das informações, a nossa avaliação é que uma parte ponderável [das intenções de voto] virá para cá. Até porque Marina representa uma parte daquilo que não se representa na Dilma e não reconhece no Aécio as condições de ser o destinatário. É uma questão de tempo.

Questionado se Marina poderia ser a cabeça de chapa do PSB em 2014, pelo fato de em outra simulação na qual concorre levar a disputa para o segundo turno, Feldman negou categoricamente.

Segundo ele, seria contraditório para a postura de "desprendimento" da ex-ministra. Ele disse que Marina cedeu seu patrimônio para quem ela considera ter melhores condições para levar adiante o programa da Rede Sustentabilidade e depois ficar "conspirando o tempo todo, abalando e dificultando" a atuação do novo partido.

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