O serviço diplomático brasileiro emprega em missões no exterior pelo menos 349 servidores dentro do chamado Plano de Classificação de Cargos (PCC). São funcionário contratados dentro de um plano erigido para situações de emergência, sem concurso ou sem algumas cumprir exigências básicas, mas o atual quadro mostra que são usados em diversas missões no exterior quando seria mais barato e prático contratar pessoas que já residem no local. As informações são do Estado de S. Paulo.
Estes funcionários - a maioria contratada por portarias nas décadas de 70 e 90 - têm salários que partem de uma base de US$ 4,5 mil e podem passar de U$ 9 mil; eles recebem verba indenizatória, auxílio-mudança e pagamento de aluguel; exercem fora do Brasil funções como portaria, vigilância e datilografia; e são empregados tanto em locais considerados complicados, como o Congo, como em locações populares e cobiçadas, como a França, onde é relativamente fácil encontrar pessoas que falem português e possam executar as funções requeridas. Em um cálculo que toma como base os salários e os custos elementares destes servidores, estima-se que o Itamaraty gasta neste quadro cerca de US$ 2,2 milhões mensais (ou mais de US$ 26 milhões anuais).