Com ameaça do PT de retirar apoio e as críticas do vereador João Rocha (PSDB), até então um aliado fiel, podem isolar ainda mais o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), e consolidar a cassação do seu mandato pela Câmara Municipal. A frágil base de sustentação política de oito vereadores, pode cair para três: Cazuza (PP), Luiza Ribeiro (PPS) e Gilmar da Cruz (PRB). A reportagem está na edição de hoje (24) do jornal Correio do Estado.
Para o ex-governador e vereador José Orcírio dos Santos (PT), voto contrário à instauração da Comissão Processante, perdeu a paciência com Bernal. Ele disse que o prefeito está “em estado terminal” e vai se lascar se continuar agindo com infantilidade. José Orcírio observou a falta de ação de Bernal para ampliar a base política e salvar o seu mandato no Poder Legislativo.
O PT exigiu a demissão do professor José Chadid, expulso do PSDB por infidelidade, da Secretaria Municipal de Educação, da Leila Machado (PSDB), de Esportes, bem como a nomeação do ex-vereador Athayde Nery (PPS) para chefiar a Secretaria de Governo e a abertura de espaço ao PDT para aumentar da força política. Bernal prometeu estudar a proposta. O PT vai dar mais um tempo nessa semana para o prefeito decidir o seu futuro com apoio dos partidos ou a cassação do mandato.
Por falta de ação política, o prefeito não conseguiu dez dos 29 votos da Câmara Municipal para impedir a Comissão Processante. Fragilizado, Bernal corre sério risco ser apeado do cargo até o fim do ano. A reportagem é de Tavane Ferraresi.