O ex-prefeito de Campo Grande e pré-candidato à sucessão do governador André Puccinelli (PMDB), Nelsinho Trad (PMDB), não abre mão da sua candidatura ao governo do Estado. No entanto, não descartou aliança com PT, afirmando que tem espaço de vice-governador aos petistas. Nelsinho respeita o posicionamento da executiva nacional em querer “forçar” aliança com o PMDB no Estado. Entretanto, o peemedebista recebeu orientações do PMDB nacional para “deixar de lado” eventual aliança com o seu arquirrival político e buscar apoio de outros partidos.
Já a tropa de choque da presidente Dilma Rousseff (PT) tem muito interesse em assegurar apoio do seu maior aliado, em nível nacional, em Mato Grosso do Sul, para garantir a reeleição da presidente. No entano, a Executiva Nacional do PMDB ainda não definiu se pretende continuar com a aliança e dobradinha Dilma e o vice-presidente Michel Temer (PMDB). Que influencia diretamente nas negociações políticas do Estado.
“O presidente nacional do PMDB declara impossível aliança aqui no Estado, justamente porque nós temos candidato definido”, afirmou Nelsinho. “Eu também sempre achei isso, não há como ter essa aliança”, complementou. “E se eles quiserem compor conosco, podem ser o nosso vice”, enfatizou Nelsinho. Ele não teme enfrentar o senador Delcídio do Amaral (PT) na disputa eleitoral de 2014.
O ex-prefeito ressaltou contar com a ótima aprovação de mais de 80% da sua administração durante os oito anos de mandato como gestor da Prefeitura de Campo Grande e seus aliados políticos. Além disso, durante a campanha eleitoral, Nelsinho pretende questionar os eleitores sobre os oitos anos “de abandono” da administração do governo do PT, nas mãos do ex-governador José Orcírio Miranda dos Santos (PT) e os oito anos de “desenvolvimento” da gestão do governador André Puccinelli (PMDB). “É simplesmente uma questão de comparar os dois governos”, destacou Nelsinho.
Questionado sobre em que momento poderia abdicar da sua candidatura ao governo para se aliar ao PT, Nelsinho foi categórico. “Em relação a minha pessoa não existe essa possibilidade, não tenho condição de recuo”, afirmou. “A candidatura do PMDB não é a decisão de um e sim o entendimento do coletivo”, finalizou.