Política

Conselho de Ética

Rejeitada investigação contra Bolsonaro

Rejeitada investigação contra Bolsonaro

Redação

31/10/2013 - 09h45
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O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados arquivou por unanimidade o pedido de abertura de processo por quebra de decoro contra o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ).

O relator da representação do Psol, deputado Sérgio Morais (PTB-RS), havia apresentado parecer preliminar pela admissibilidade do processo, mas reformulou seu voto após manifestações do colegiado em defesa de Bolsonaro.

O Psol acusou Bolsonaro de ter dado um soco no senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP) durante uma visita de integrantes das comissões da verdade da Câmara e do Senado à sede do extinto Doi-Codi, no Rio de Janeiro. Bolsonaro foi impedido de entrar pelos deputados e insistiu em acompanhar o grupo. Durante uma discussão com o senador, teria havido a agressão.

‘Discussão normal’

O deputado apresentou reportagens feitas na ocasião. Os integrantes do Conselho concluíram que houve apenas uma discussão normal e que ele tinha o direito de acompanhar a visita.

O relator decidiu, então, mudar seu voto pedindo o arquivamento: “Aquilo é um bate-boca normal da democracia. Foi um momento acalorado que não fez bem a ninguém, mas o que a gente não pode é transformar aquilo numa pauta do Congresso”.

‘Obsessão’

Durante sua defesa, Jair Bolsonaro afirmou que o Psol tem obsessão em sua pessoa, o que teria motivado as seguidas representações do partido contra ele por quebra de decoro parlamentar. O deputado fez questão de enfatizar que outros parlamentares que não integram a comissão não foram impedidos de fazer a visita e acusou o Psol de persegui-lo por questões ideológicas.

“Quem foi agredido foi eu. O Psol, dito da comissão da Verdade, não quer o contraditório. Eles não me aceitam dentro dessa comissão. E perderam. Uma representação sem pé nem cabeça, uma representação hipócrita que tem a cara do Psol. Eu já estou no livro de recordes, o Guiness Book, pelo número de representações nessa Casa por questões ideológicas apenas”, disse o deputado.

‘Leviandade e oportunismo’

Nenhum dos três deputados do Psol, que não tem representantes no conselho, participou da reunião. O deputado Chico Alencar (Psol-RJ) foi à reunião durante a votação do parecer.

Ele pediu que seja reservado um espaço na agenda do Conselho para o partido se defender das diversas acusações de leviandade e oportunismo político feitas durante as intervenções dos deputados que defenderam Bolsonaro.

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