A demissão feita pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao supersecretário Gustavo Freire do cargo de auditor fiscal da Receita Federal pode derrubá-lo também em Campo Grande. De acordo com matéria publicada na edição deste domingo (3) no jornal Correio do Estado, ele foi demitido a bem do serviço público por usar de sua função em proveito próprio. Freire é acusado de cobrar propina quando era auditor da Receita em Corumbá.
Segundo o assessor jurídico do Município, Luiz Carlos Santini, ainda não houve análise mais elaborada sobre o caso, porém há grande chance de Freire deixar o comando das pastas de Receita e Governo que atualmente ocupa no Executivo. A saída seria motivada pela demissão que o tornou ficha suja. Sabendo dos riscos reais, o próprio supersecretário colocou os cargos à disposição do prefeito da Capital, Alcides Bernal (PP).
“Ele é um homem ético, colocou sim as secretarias à disposição do prefeito. Não sei se vai sair mesmo, acredito que sim por conta da lei municipal da ficha limpa, apesar que o processo que o condenou é nulo porque foi feito por pessoas que não eram estáveis na Receita Federal. Mas ainda não conversei com o prefeito sobre isso”, disse Santini, ressaltando que Gustavo Freire é um homem pautado pela ética e, portanto, se estiver errado não deve ficar na prefeitura. A reportagem é de Jéssica Benitez.