A presidente Dilma Rousseff disse ontem (6) que é "absurdo" acusá-la de uso eleitoral das viagens que vem fazendo pelo país nos últimos meses. Neste ano, a presidente aumentou o ritmo de eventos oficiais em diferentes partes do Brasil e participou de uma série de formaturas de programas profissionalizantes e de cerimônias com prefeitos. Ao ser questionada em entrevista ao grupo RBS sobre críticas de opositores quanto a suas viagens, Dilma afirmou que precisa "prestar contas à sociedade" e que não pode ficar só no gabinete em Brasília.
"O presidente Lula em alguns momentos até viajou mais do que eu em seu último ano [de governo]. Acredito que, cada vez que se aproxima o fim do seu mandato, você tem mais coisas para entregar e a viagem fica muito mais constante. Não vou deixar de viajar por razão nenhuma. É parte integrante do exercício da minha condição de presidente."
Ministérios
Na entrevista, Dilma também defendeu o número de ministérios de sua gestão, que chega a 39. Disse que há um papel "completamente diferente" entre pastas que fazem a "gestão" e outras que tem um sentido político e simbólico, com a de Políticas para a Mulher.
Também citou projetos da Promoção da Igualdade Racial. "O status deles de ministério não interfere nem melhora nem prejudica a gestão dos outros. Eles avançam em políticas que são essenciais", disse.
A presidente disse que pastas como Advocacia-Geral e Controladoria-Geral funcionam como "retaguarda" do Estado. "Temos instâncias de gestão. Eu faço reuniões com ministérios fim. Por exemplo: Educação e Saúde estão em outro patamar, não é igual, por exemplo, a Turismo. Apesar de turismo ser essencial."