O Ministério Público Federal (MPF) enviou nesta terça-feira uma petição ao Supremo Tribunal Federal (STF) cobrando a adoção de medidas para garantir que o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato cumpra a pena à qual foi condenado no processo do mensalão. Pizzolato recebeu uma sentença de 12 anos e 7 meses de reclusão pelos crimes de peculato, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Ele fugiu para a Itália em setembro, com o objetivo de recorrer ao processo em liberdade.
A vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko, assinou o documento enviado ao STF. A primeira medida seria o pedido de extradição de Pizzolato. "O tratado ítalo-brasileiro de 1989 não veda totalmente a extradição de italianos para o Brasil, uma vez que cria, tão somente, uma hipótese de recusa facultativa da entrega", diz a petição. O ex-diretor do Banco do Brasil também possui cidadania italiana, além de brasileira.
aso a extradição não seja aprovada, a vice-procuradora-geral pede que a sentença do STF seja homologada pela Justiça italiana, para que Pizzolato possa ser preso e cumprir sua pena no país europeu. Se essa alternativa também não for acatada, Wiecko pede que o procedimento penal seja transferido para um novo julgamento na Itália. As provas e indícios do caso seriam enviados à Justiça italiana.
O MPF também pede que o STF envie à Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) um mandado internacional de captura, para ser divulgado na difusão vermelha da organização. O objetivo é garantir que Pizzolato possa ser preso em qualquer jurisdição estrangeira e extraditado para o Brasil.
O documento também pede que a Polícia Federal investigue e informe o paradeiro do foragido na Itália. Além disso, o MPF solicita que os documentos relacionados ao caso de Pizzolato sejam traduzidos para o idioma italiano.