Política

AO STF

Providências sobre Pizzolato serão pedidas

Providências sobre Pizzolato serão pedidas

Redação

19/11/2013 - 00h00
Notícia sem imagem

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, prepara um pedido de providências ao STF (Supremo Tribunal Federal) em relação à fuga do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, um dos condenados no julgamento do mensalão. Uma das possibilidades em discussão é que seja apresentado um pedido de extradição. Dos 12 condenados que tiveram a prisão imediata decretada pelo Supremo, Pizzolato foi o único que ainda não se entregou. Segundo familiares, ele está na Itália, pois tem dupla cidadania e estaria disposto a pedir um novo julgamento às autoridades italianas. A Polícia Federal incluiu o nome do ex-diretor do BB na lista de procurados da Interpol, que já emitiu ontem um alerta vermelho --o aviso máximo de busca em todo o mundo-- com o nome do ex-diretor. Com isso, Pizzolato passa a ser procurado em 190 países.

Segundo interlocutores, Janot ainda avalia qual o melhor procedimento a ser adotado no caso. Isso porque o tratado entre Brasil e Itália permite que um país negue um pedido de extradição caso o envolvido tenha cidadania local. A situação de Pizzolato também foi debatida ontem pelo secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão, e técnicos do Ministério da Justiça.  A avaliação preliminar é que o ministério deve aguardar uma comunicação da Polícia Federal sobre informações da Interpol para agir. A justificativa é que ainda não há certeza do paradeiro de Pizzolato. Há dúvidas ainda se a iniciativa também deveria ser do Executivo ou se o melhor caminho seria do Judiciário ou do Ministério Público Federal. Em outra frente, os técnicos vão estudar medidas que poderão ser adotadas para trazer o condenado de volta ao Brasil para cumprir pena.

A primeira análise deve ser em tratados internacionais a fim de encontrar possíveis brechas que permitam disputar o retorno de Pizzolato. Uma das medidas seria identificar se há um acordo com a comunidade europeia que tivesse mais força do que o tratado com a Itália.
Apesar de um eventual pedido de extradição de Pizzolato poder ser negado pela Itália, o ex-diretor do BB pode ter seu envolvimento no mensalão analisado pela Justiça italiana. O próprio Tratado de Extradição entre os dois países, assinado em 1989, abre essa brecha.
Em seu artigo 6º, o texto afirma que nenhum dos governos é "obrigado" a extraditar alguém que seja oficialmente um cidadão local, mas quem negou o pedido tem de avaliar a abertura de um processo contra a pessoa em questão desde que o outro país envie as informações necessárias.

Segundo o tratado entre Itália e Brasil, mesmo que o pedido de extradição de Pizzolato seja negado, o governo italiano terá de justificar sua decisão. O ex-diretor do BB foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão por ter autorizado o repasse de R$ 73,8 milhões do banco para o esquema que abasteceu a compra de apoio político no Congresso durante o início do governo Lula.
 

Eleições 2026

Eleitor que faltou no 2º turno tem até 8 de janeiro para justificar o voto

Pessoas, de 18 a 69 anos, que viajaram, mudaram de cidade, ficaram doentes ou por qualquer outro motivo deixaram de votar, devem justificar o voto

05/11/2026 10h25

Eleitor depositando seu voto na urna eletrônica

Eleitor depositando seu voto na urna eletrônica Paulo Ribas

Continue Lendo...

mato grosso do sul

Pessoas físicas doaram R$ 5,36 milhões para candidatos ao governo e ao Senado

O governador reeleito Eduardo Riedel (PP) e o senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) concentraram 75,3% das contribuições

05/11/2026 08h00

Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel

Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel Marcelo Victor

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).