O mensaleiro que teria fugido para a Itália pode estar no Brasil. A Polícia Federal investiga se Henrique Pizzolato, de fato, deixou o país. O governo italiano não tem registro da entrada do condenado.
A Polícia Federal trabalha no setor de inteligência para descobrir o paradeiro do único mensaleiro foragido até agora. Pizzollato, condenado a 12 anos e 7 meses de prisão por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e peculato, desapareceu há cerca de dois meses do Rio de Janeiro, onde morava com a mulher.
Os investigadores só têm a carta em que ex-diretor de marketing do Banco do Brasil diz que está na Itália, já que tem cidadania italiana, porque não concorda com o julgamento do Supremo.
Para investigadores da Polícia Federal, Pizzolato pode nem ter saído do Brasil. O governo italiano informou à polícia brasileira que não há registro da entrada dele naquele país. É um mistério que chama a atenção dos investigadores, porque Pizzolato sabia muito do esquema que levou seus companheiros à prisão.
Como Pizzolato tinha os passaportes apreendidos, a polícia investiga se o fugitivo conseguiu uma segunda via do passaporte italiano ou se usou um documento falso.
Catarinense de Concórdia, o funcionário de carreira do Banco do Brasil Henrique Pizzolato subiu no PT graças à atuação como sindicalista. Em 1990 disputou o governo do Paraná e foi o quarto mais votado.
O STF (Supremo Tribunal Federal) ainda não atendeu ao pedido do Ministério Público Federal de solicitar a extradição de Pizzolato. Para qualquer providência fora do país será preciso primeiro localizar o ex-diretor do Banco do Brasil.
A deputada Renata Bueno, brasileira integrante do parlamento italiano, disse em entrevista à BandNews FM que já pediu informações sobre Pizzolato ao Ministério do Interior da Itália.
Em Concórdia, interior de Santa Catarina, a reportagem da Band procurou familiares de Pizzolato. O pai, Pedro, de 85 anos, não quis gravar entrevista.
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Pizzolato <br>pode estar no Brasil
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