A seccional da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul, por meio da comissão nomeada para analisar denúncias feitas no relatório final da CPI do Calote (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre contratações fabricadas pela gestão do prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), ratificou as acusações feitas pelos vereadores e deve encaminhar o relatório resultante da análise à Procuradoria-Geral de Justiça, Ministério Público Estadual, bem como Câmara Municipal.
Além disso, ficou reforçada a tese de que a quebra de contrato com antigas prestadoras de serviço foi forçada pela administração progressista. Assim, sem fornecedores, Bernal poderia contratar de forma emergencial, ou seja, sem licitação para escolha de menor preço pelo serviço. As afirmações foram colocadas em relatório e lidas ao final da reunião.
Desta forma, segundo a entidade, as empresas contratadas depois das quebras de contrato estão prestando serviço irregularmente. Ficou evidenciado, ainda, a inversão na ordem cronológica de pagamento, sendo que o atual prefeito pagou primeiro prestadoras que foram contratadas nesta gestão ao invés de quitar dívidas que estavam vencidas.
Para o presidente da Comissão Processante, vereador Edil Albuquerque (PMDB), a origem das denúncias está ficando para trás, uma vez que a CP está impedida de trabalhar.
“Estamos vendo a manifestação do Ministério Público, agora da OAB, e estamos aqui de braços cruzados, paralisados”, desabafou. Tal comissão foi instalada na Câmara Municipal para averiguar possíveis irregularidades na contratação da Jagás, fornecedora de gás, Salute, distribuidora de alimentos, e MegaServ, especializada em limpeza de unidades de saúde.