A trairagem causou crise no PMDB, no PR, provocou mal-estar na oposição e colocou sob suspeita o custo da adesão de vereadores à base aliada do prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP). A grande surpresa foi a cooptação do presidente da CPI do Calote, Paulo Siufi (PMDB). A reportagem está na edição de hoje (13) do jornal Correio do Estado.
Hoje, Bernal responde a processo na Câmara Municipal, investigação do Ministério Público Estadual (MPE) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE) por causa do relatório da CPI. Siufi foi o opositor mais contundente no Legislativo. Ele fez graves acusações a Bernal, contudo não resistiu aos acenos do secretário municipal de Governo e Relações Institucionais, professor Pedro Chaves, para apoiar o prefeito em troca de cargos e cedências de funcionários.
Com a trairagem, Siufi poderá ficar sem legenda para concorrer à eleição de deputado estadual, em 2014, com apoio do senador Delcídio do Amaral (PT). As negociações de Siufi com o senador petista e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Jerson Domingos, estavam avançadas. Mas o plano poderá, portanto, ser sepultado por falta de respaldo do partido, segundo a reportagem de Tavane Ferraresi.
A fim de justificar as cedências do Executivo a seu gabinete, Siufi utilizou a tribuna, onde procurou desviar o foco da possível “infidelidade partidária”. “Não tem barganha com ninguém. Não sou homem de barganha como afirmou nosso deputado do PMDB”, disse o vereador, referindo-se às declarações do deputado federal Fabio Trad (PMDB) que considerou “hediondo” o suposto pacto de Siufi com Bernal.