Política

DIREITOS HUMANOS

Deputado diz que valorizou comissão

Deputado diz que valorizou comissão

Redação

19/12/2013 - 00h00
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Marcado pela polêmica desde que foi alçado à presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) avaliou positivamente a sua passagem pelo colegiado. Para ele, os tumultos que aconteceram no início do ano ajudaram a valorizar a comissão.

"Minha passagem por aqui valorizou a comissão. Espero que eles tenham entendido o valor da comissão, porque ela só veio parar na nossa mão porque eles abandonaram. E o debate só não foi mais produtivo porque eles mesmos abandonaram a comissão", afirmou.

No início do ano, a comissão chegou a ter de cancelar diversas reuniões por causa de manifestações de grupos contrários a presença de Feliciano na presidência do colegiado. Ele foi acusado de racismo e homofobia por declarações publicadas em seu Twitter e feitas durante cultos religiosos.

"Fui acusado de ódio e intolerância mas eu não precisei falar nada. O ano todo mostrou quem eram os intolerantes. Quem foi que me atacou aqui dentro. Quem foi que entrou na igreja sem roupa e deu um beijo na frente de centenas de pessoas. Em que momento que eu pratiquei o ódio? Em que momento que eu fui intolerante? Em momento nenhum fui à tribuna. Eu aguentei calado", defendeu-se hoje.

Feliciano presidiu a comissão pela última vez hoje. O colegiado aprovou o projeto de lei que reserva 20% das vagas em concurso público para negros. Outra proposta que tipifica crime de racismo também foi aprovada.

O deputado acredita que no ano que vem a presidência do colegiado será bastante disputada. "Colocamos os direitos humanos na pauta das pessoas para discutir de fato o que é direitos humanos, que não é um grupo ou dois. Mas todas as pessoas que se sentem feridas nos seus direitos", disse. No início do ano, o PT abriu mão de indicar um nome para o colegiado e por isso o PSC teve espaço para indicar seus nomes.

No entanto, o deputado descartou a hipótese de uma reeleição para o cargo. Ele acredita que a criação do Pros e do Solidariedade dificultará a escolha do novo presidente. No entanto, Feliciano assumiu que o partido tem interesse em continuar no colegiado. "Se tiver espaço para a gente, é claro que a gente quer [a presidência]. Não pelo tumulto, mas pelo que a Comissão de Direitos Humanos representa. O assunto é apaixonante", afirmou.

Eleições

Considerado um dos políticos com maior capacidade de puxar votos, Feliciano afirmou que, por enquanto, pretende concorrer novamente à Câmara dos Deputados. No entanto, seu partido ainda cogita a possibilidade de lançá-lo ao Senado. Porém, a possibilidade de eleger apenas um senador pelo estado desanima Feliciano.

"Se fossem duas vagas eu iria sem medo", disse. No entanto, Feliciano afirmou que ainda analisará o quadro de candidatos que será montado no ano que vem. Ele afirmou que se, apenas o senador Eduardo Suplicy (PT) entrasse na disputa, ele poderia tentar o Senado.

"Se fosse só ele eu entrava porque ele carrega o mesmo nome da ex-mulher [a ministra da Cultura Marta Suplicy] e ela prejudicou o movimento evangélico em São Paulo inúmeras vezes", disse.

Na sua avaliação, o quadro pode ser dificultado caso o ex-governador José Serra (PSDB) e o ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) entrem na disputa. Segundo Feliciano, a decisão deve ser tomada apenas em fevereiro.


 

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