O Tribunal de Justiça de Minas Gerais determinou que o ex-vice-presidente José Alencar, que morreu em 2011 após travar longa luta contra um câncer, é o pai da professora Rosemary Moraes. O caso vinha se arrastando há 13 anos já que o político não assumia a paternidade.
Alencar passou seus últimos anos de vida utilizando seu poder político para se manter longe de oficiais de justiça, recusando-se a realizar exames de DNA. Na época, o TJ-MG entendeu que a recusa caracterizava uma possível paternidade.
A professora teve em 2010 o direito de usar o sobrenome do então vice-presidente após decisão do juiz José Antônio de Oliveira Cordeiro. Ele usou como base provas testemunhais e a recusa do teste de DNA para conceder o direito a Rosemary.
A família de José Alencar, herdeira de uma fortuna avaliada em bilhões, devem contestar a decisão no Supremo Tribunal de Justiça (STJ). A Coteminas, empresa de Alencar, tem faturamento de quase R$ 2,4 bilhões por ano.
O ex-presidente, além de se recusar a fazer o exame, falava mal de Rosemary. A professora recorreu à Justiça após tentar se aproximar de Alencar e não obter sucesso. Sua mãe, enquanto estava viva, a proibiu de buscar contato com o pai.
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Justiça determina que José Alencar é pai da professora Rosemary Moraes
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