Após ter pedidos de liberdade negados pela Justiça Federal e pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, apelou ao STF (Supremo Tribunal Federal) e apresentou um novo pedido de habeas corpus para tentar obter sua liberdade.
Preso desde o último dia 20 na operação Lava Jato, Costa teve a prisão decretada por supostamente orientar familiares a ir em seu escritório para destruir ou ocultar documentos que poderiam ser usados como prova por investigadores.
Além disso, de acordo com a Justiça, ele teria transferido dinheiro de aplicações financeiras para evitar um eventual sequestro de bens. No habeas corpus, a defesa de Costa alega que ele fez uma única transferência, de R$ 1,5 milhão, para a conta de sua esposa, numa "reação genuína e natural de autoproteção de uma mãe e dona de casa, que até poderia estar pressentindo um súbito congelamento de sua fonte de sobrevivência".
Alega ainda que seus familiares possuíam salas comerciais no mesmo prédio onde Costa possui escritório. Sustenta ainda que não haveria "ilegalidade ou dolo de prejudicar investigação" no transporte de "documentos ou bens de qualquer natureza horas após a realização de busca e apreensão, em endereço que não foi alvo de busca". O pedido de habeas corpus será analisado no STF pelo ministro Teori Zavascki.