Com o objetivo de desconstruir a imagem de "gestora" da presidente Dilma Rousseff, o PSDB vai patrocinar seminário hoje para discutir a crise energética do país. Depois dos questionamentos sobre a compra da refinaria de Pasadena (EUA) pela Petrobras, os tucanos vão investir no setor elétrico como tema para desgastar a campanha à reeleição da presidente. Provável adversário de Dilma nas eleições de outubro, o senador Aécio Neves (PSDB-SP) foi escalado para fazer a abertura do evento. Aécio vai destacar os "apagões" que atingiram mais de dez Estados nos últimos meses, além da qualidade do serviço oferecido pelo governo à população no setor elétrico. Os tucanos elegeram o tema "crise energética" porque consideram que, como ex-ministra de Minas e Energia, Dilma não conseguiu em quatro anos de governo implementar medidas que evitem futuros racionamentos.
"A presidente é uma fraude do ponto de vista de gerente. Houve uma desestruturação de uma área que era estável e tinha confiança dos investidores. Ela conseguiu desestruturar o setor elétrico", disse o líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA). No seminário, o PSDB vai reunir especialistas e políticos ligados ao partido para apontar "erros" do governo no setor elétrico. Os tucanos querem mostrar problemas de diagnósticos de falta de energia e cenários adversos de racionamento, apresentando "soluções" para a crise.
No ano passado, o PSDB também realizou seminário para discutir a gestão do governo federal sobre a Petrobras. O partido elencou temas que considera estratégicos para a campanha de Aécio à Presidência da República que serão discutidos em seminários públicos por membros da sigla todos ligados à área gerencial do governo. Presidente do Instituto Teotonio Vilela, órgão que formula as políticas do PSDB, o ex-deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB-ES) disse que o governo Dilma "desorganizou" o setor elétrico nos moldes do que ocorreu na Petrobras por isso o tema precisa ser discutido publicamente. "São erros estratégicos, numa combinação de inércia com oportunismo. A crise energética está aí", afirmou. Além de Aécio e Vellozo Lucas, foram convidados a debater o tema Claúdio Sales, do Instituto Acende Brasil, a economista Elena Landau e Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura.