O governador do Estado, André Puccinelli (PMDB), classificou como temerosa a atitude do senador e pré-candidato à sucessão estadual, Delcídio do Amaral, de tentar calar o jornal Correio do Estado. O peemedebista preferiu não estender o assunto, ressaltou que não fará comentários sobre política, mas destacou, por meio de um ditado popular, que o petista pode estar com medo de ser relacionado ao escândalo envolvendo a compra da refinaria Pasadena por R$ 2,7 bilhões.
“Eu não emito opinião, só que tem um ditado popular, não sou eu quem fala e sim o ditado popular: quem não deve, não teme”, avaliou. Além de Puccinelli, grande parte da classe política sul-mato-grossense avalia como uma afronta à liberdade de imprensa o fato de o senador tentar impedir, por meios judiciais, que seu nome seja vinculado ao do então diretor internacional da Petrobras, engenheiro Nestor Cerveró. O governador já havia declarado ser à favor da abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso da Pasadena para apurar melhor os fatos.
Na última sexta-feira (04), Delcídio esteve em agenda pública, mas quando questionado sobre seu envolvimento no caso, tentou desconversar. “Ficou naquela história de quem indicou? Quem deixou de indicar? E fora as mentiras que plantaram né, que eu mandei comprar refinaria”, desviando-se do assunto. “Se eu soubesse que eu tinha essa força, seria uma beleza. E ao mesmo tempo também aqui a turma tentou e fez um esforço tão grande que chegaram a dizer até que eu era diretor quando tomaram essa decisão”, completou.