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Foster defende Dilma sobre Passadena

Foster defende Dilma sobre Passadena

Redação

15/04/2014 - 14h00
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A presidente da Petrobras, Graça Foster, afirmou hoje que "não existe operação 100% segura" ao se referir à polêmica compra da refinaria de Pasadena (EUA) e defendeu a posição da presidente Dilma Rousseff de que o resumo executivo que baseou a aquisição era incompleto.

Em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos no Senado, Foster criticou o resumo executivo apresentado pelo então diretor da área internacional da Petrobras ao conselho de administração da estatal, presidido na época por Dilma. 

"Esse foi um resumo executivo sem citação a duas cláusulas contratuais completamente importantes. O valor autorizado pelo conselho [para a transação] foi de US$ 359,2 milhões.

Quando fazemos uma apresentação ao conselho de administração e tratamos o resumo executivo, ele deve conter todas as informações necessárias e suficientes para a devida avaliação do que se pretende fazer. Além disso é obrigação de quem leva para a diretoria apontar os pontos fracos e frágeis. Não existe operação 100% segura, imagino que em nenhuma atividade comercial e certamente não existe na indústria de petróleo e gás", afirmou a presidente da estatal.

Ela, porém, voltou a defender que, naquele contexto, a aquisição da refinaria, feita em 2006, era vantajosa. "No ano de 2004 nós não tínhamos o pré-sal, não tínhamos o pós-sal e não tínhamos a previsão de aumentar o parque de refino do Brasil. A orientação dada pelo conselho de administração foi que ampliássemos as atividades de refino fora do Brasil para que endereçássemos a produção de petróleo do campo de Marlin, um óleo pesado", disse Graça Foster.

No depoimento, Foster relativizou o preço pago por Pasadena, comparando o valor total investido, de US$ 1,25 bilhão, com aquisições similares de outras refinarias no exterior. Ela terminou há pouco o depoimento e irá responder a perguntas dos senadores.

Seu depoimento tem o objetivo político de tentar adiar o início de uma CPI no Congresso, em ano eleitoral, para investigar irregularidades na Petrobras. No caso de Pasadena, há suspeitas de superfaturamento sobre os valores pagos para a compra da refinaria. 

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