O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, responsável pela articulação política do governo federal, avalia que nenhum parlamentar "com experiência e sincero" pode julgar possível uma CPI "bem feita" a dois meses das convenções partidárias que oficializarão os candidatos à eleição de 2014.
A oposição faz duas tentativas de instalar uma comissão parlamentar de inquérito para investigar exclusivamente a Petrobras – no Senado e no Congresso (nesse caso, uma CPI mista, com participação de deputados e senadores). A base governista resiste a uma CPI exclusiva e tenta incluir no rol de denúncias a serem apuradas pela comissão obras em estados governados pela oposição, como São Paulo e Pernambuco.
Para o ministro, que tomou posse há pouco mais de duas semanas, a intenção de se investigar a Petrobras por meio de uma comissão parlamentar de inquérito revela uma "debilidade programática" da oposição. Berzoini argumenta que uma CPI não terá "utilidade para o país" neste momento porque a compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras, operação suspeita de superfaturamento, já está sendo investigada por outras instâncias, como o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Polícia Federal.