O PSDB decidiu hoje lançar no dia 14 de junho, em São Paulo, a candidatura do senador Aécio Neves (MG) à Presidência da República, de olho no apoio do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e da ala da sigla ligada ao ex-governador José Serra (PSDB). A cúpula do partido lançou hoje a pré-candidatura do tucano durante reunião da executiva nacional do PSDB em que representantes dos 27 diretórios estaduais do partido lançaram manifesto em apoio ao nome de Aécio. No documento, os tucanos afirmam que o candidato do PSDB representa o "desejo de mudança" da maioria dos brasileiros após "anos de um regime de improviso, compadrio e ineficiência". O manifesto também diz que o país está "cansado de desvios, mazelas e escândalos de corrupção em série".
A escolha de São Paulo para o lançamento oficial da candidatura de Aécio tem como objetivo fazer crescer o nome do tucano junto ao eleitorado do Estado -que é o maior colégio eleitoral do país. Será a primeira vez depois de quatro eleições que o PSDB lançará ao Palácio do Planalto um candidato que não é de São Paulo. Aécio disse que o Estado foi escolhido por sua "importância" na construção política do partido, além de ser uma homenagem a Alckmin. O nome do tucano enfrenta resistências da ala serrista da sigla, embora oficialmente o diretório de SP apoie a sua candidatura.
Mesmo sem definir o nome do vice em sua chapa, o senador afirmou que terá o apoio do DEM e do Solidariedade, mesmo que um tucano seja escolhido para o posto. "A data [para escolha do vice] é o tempo da convenção. Há várias especulações, nomes qualificados. A vantagem que eu vejo de partidos que estarão conosco, como o DEM e o SDD, todos colocam a candidatura como a questão mais relevante. Claro que expectativas podem existir, mas todos que conversam comigo dizem para resolver da forma que for melhor para a vitória. Vamos decidir consensualmente ouvindo os partidos da aliança", afirmou.