A Comissão de Ética Pública da Presidência da República pediu explicações ao ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, apontado como responsável pela apresentação de parecer que dava aval à compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.
O colegiado quer saber se ele de fato sonegou informações na apresentação do parecer. No mês passado, a compra pela Petrobras da refinaria de Pasadena passou a ser alvo de críticas da oposição após a presidente ter admitido, em nota oficial, que o negócio havia sido aprovado pelo Conselho de Administração da estatal com base em um parecer "técnica e juridicamente falho".
Na época, Cerveró era diretor da área internacional da Petrobras, enquanto a presidente Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil, presidia o conselho de administração da Petrobras. No mês passado, ele acabou demitido de um cargo na BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras para a qual tinha sido transferido, após as alegações presidenciais.
A consulta da Comissão de Ética é um procedimento anterior à eventual abertura de processo, que só será feita caso as explicações enviadas por Cerveró não sejam suficientes.
O colegiado poderá penalizá-lo com censura ética --única condenação possível a um servidor que não exerce mais suas funções no governo.
Cerveró terá um prazo de dez dias para apresentar suas explicações à comissão. A próxima reunião do colegiado, que poderá analisar suas informações, só ocorrerá no próximo dia 19 de maio.