O esforço do senador Delcídio do Amaral (PT), pré-candidato a governador, de tentar retomar as negociações de aliança com o PMDB não encontrou respaldo na bancada estadual. Deputados disseram que não querem se misturar com o PT em Mato Grosso do Sul e muito menos com Delcídio, envolvido nos escândalos da Petrobras, nas eleições. O senador petista procurou o governador André Puccinelli (PMDB) para pedir apoio, depois de fracassar na aliança com o PSDB. A reportagem está na edição desta quinta-feira (08) do jornal Correio do Estado.
“Sou contra aliança com o [Nestor] Cerveró, com o Paulo Roberto [Costa], Zé Dirceu, José Genoino, Marcos Valério e, também, com o próprio Delcídio”, afirmou o deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB), referindo-se aos nomes envolvidos em casos de suposta corrupção, como o Mensalão e o rombo bilionário na Petrobras.
“E acho hilariantes essas histórias de todos aqueles que falam mal da gente agora quererem nosso apoio. Para disputar contra eles, nós somos ruins, mas para sermos aliados deles somos bons. Isso é tática dos pusilânimes, que ao invés de assumir publicamente esse convite, prefere fazer tudo às escuras, tal qual agiu no caso da Petrobras”, completou.
O presidente-regional da sigla, deputado estadual Junior Mochi, segue a mesma linha opinativa e completa afirmando que há seis meses essa união seria minimamente possível, mas o PT não valorizou a chance.
Carlos Marun (PMDB), que voltou recentemente à Assembleia Legislativa e deve disputar a reeleição, admite que em dado momento, após derrota nas urnas em 2012, quando o deputado federal licenciado, Edson Giroto (PR), perdeu eleição municipal, o PMDB realmente cogitou se unir à sigla adversária. Mas dois fatores foram fundamentais para que, na época, o plano não fosse para frente. “Primeiro, a soberba do PT e, segundo, a determinação do Nelsinho”, disse, lembrando-se do posicionamento irredutível do ex-prefeito e pré-candidato a governador, Nelson Trad Filho (PMDB), acerca da candidatura própria. A reportagem é de Jéssica Benitez.