Política

eleições 2014

Milícias se preparam para guerra virtual em campanha eleitoral

Milícias se preparam para guerra virtual em campanha eleitoral

Redação

11/05/2014 - 00h00
Notícia sem imagem

“Uma mentira dita mil vezes torna-se verdade”, embora seja apenas um ditado popular, a máxima se tornou recorrente quando o assunto é política nas redes sociais. Depois do ‘boom’ do Twitter em 2008 quando o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, conseguiu se eleger com auxílio da mídia, em 2014 é a vez do Facebook reinar nas campanhas eleitorais no Brasil. No entanto, se por um lado a internet atinge grande parte da população, fato que dissemina rapidamente qualquer tipo de informação, esta mesma rapidez pode tornar-se uma faca de dois gumes. Sob esta ótica, as milícias cibernéticas ganham cada vez mais espaço nas redes sociais e têm como maior objetivo plantar notícias para desmoralizar candidatos adversários.

Os grupos, geralmente compostos por perfis chamados fakes, ou seja, com identidades falsas, utilizam montagens, imagens manipuladas e até mesmo notícias de veículos fictícios para propagar na rede difamação aos oponentes. Da última eleição para cá o campo apresenta ascensão uma vez que muitos ganham salários somente para controlarem fakes. “Virou um negócio incontrolável” opinou o ex-senador e presidente regional do PSD, Antonio João Hugo Rodrigues, usuário assíduo do Facebook.

O dirigente acredita que em breve haverá debandada de parte dos internautas por conta o teor de baixo nível que ganha espaço entre as postagens nas redes. “Muita gente vai deixando o face hoje exatamente porque ele se tornou uma praça de guerra. Então há tendência em sair para as pessoas de bem não ficarem expostas. O cara inventa uma mentira e tenta transformar em verdade, mostra o grau de degradação do meio político, até nisso ele está se desmoralizando” avaliou. A reportagem é de Jéssica Benitez e está publicada na edição deste domingo do jornal Correio do Estado.

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