A diretora-presidente da Fundação de Cultura (Fundac), Juliana Zorzo, constatou durante sua administração que a empresa especializada em venda de grama, Eco Vida Prestadora de Serviço Ltda, fazia a intermediação do contrato de shows, recebendo valores acima dos negociados com os artistas. O assunto foi discutido nesta segunda-feira (2) durante audiência pública na Câmara Municipal.
Vereadores citaram como exemplo o caso do grupo Terra Samba, que cobrou R$ 25 mil para apresentação, incluindo hospedagem, mas a Eco Vida recebeu R$ 231,7 mil, ou seja, valor muito acima do cobrado pelo grupo musical.
Essa exorbitância de valores, assim como outras foram detectadas em documentações na Fundac. As irregularidades teriam acontecido quando Júlio Cabral era o responsável pela pasta, ainda na gestão de Alcides Bernal.
Durante a audiência, vereador Chiquinho Telles (PSD), presidente da Comissão Permanente de Cultura da Câmara Municipal, defendeu a abertura da CPI da Folia e apresentou documentos com 12 assinaturas necessárias. A CPI pode ser criada na sessão de terça-feira (2).
Sem pagamento
Mais de 100 artistas levaram calores de Bernal, mas a Fundação não poderá pagá-los porque não existe nada oficializado. Os profissionais terão que provar a prestação de serviço e tentar garantir o pagamento por meio de decisão da Justiça.