Política

AMAPÁ

Ao lado de Dilma, Camilo provoca Sarney

Ao lado de Dilma, Camilo provoca Sarney

Redação

23/06/2014 - 14h00
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Em evento ao lado da presidente Dilma Rousseff (PT) nesta segunda-feira (23), em Macapá, o governador do Amapá, Camilo Capiberibe (PSB), lançou uma provocação ao senador e ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP), aliado do governo federal.

Em seu discurso, Capiberibe fez referência a pessoas que "se aliaram" à ditadura militar (1964-1985) e disse que o país não deve voltar a viver "aqueles anos tristes".

Sarney, que estava presente na cerimônia, ingressou em 1965 na Arena, partido que deu sustentação ao regime militar. Pela legenda, foi governador do Maranhão (1966-1970) e senador (1971-1979).

"Existem aqueles que se aliaram aos ditadores. O Brasil não pode esquecer, porque se não, voltaremos a viver aqueles anos tristes", disse o governador.

Na eleição deste ano, quando tentará se reeleger, Capiberibe enfrentará nas urnas um aliado de Sarney, o ex-governador Waldez Góes (PDT).

Sarney também presidiu da Arena em 1979, antes de se filiar ao PDS, pelo qual foi eleito vice-presidente da República em 1985. No mesmo ano, ele assumiu a Presidência, após a morte do presidente eleito Tancredo Neves.

Em seu discurso, o governador do Amapá também anunciou uma homenagem que será feita no Residencial Macapaba, construído pelo programa Minha Casa Minha Vida e que teve as primeiras unidades entregues nesta segunda (23).

As ruas do conjunto habitacional terão nomes de militantes que lutaram contra a ditadura ou se tornaram vítimas, como o guerrilheiro Carlos Marighella (1911-69) e o deputado Rubens Paiva (1929-71), ambos mortos no regime militar.

Eleições

O PT do Amapá integra o governo de Camilo Capiberibe (PSB) e pretendia apoiar a reeleição do pessebista, indicando a vice-governadora Dora Nascimento (PT) como candidata ao Senado.

Apesar de o PT local defender a manutenção da aliança com o PSB, a direção nacional, a pedido do ex-presidente Lula, quer que o partido apoie um aliado de Sarney, o ex-governador Waldez Góes.

O pedetista foi governador do Amapá de 2003 a 2010, ano em que foi preso no curso da operação Mãos Limpas, da Polícia Federal, que investigou suspeita de desvio de verbas federais no Amapá. Naquele ano, Waldez disputou uma vaga no Senado, mas foi derrotado.

O diretório do PT-AP afirma que a decisão sobre a eleição deste ano será oficializada na quinta-feira (26).

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