Política

DIA DE TRABALHO

Dirceu chega cedo e recebe advogada

Dirceu chega cedo e recebe advogada

Redação

07/07/2014 - 14h15
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Em seu segundo dia de trabalho externo após ter sido preso pela condenação no mensalão, o ex-ministro José Dirceu chegou cedo, por volta das 8h, e não recebeu visitas de amigos nem familiares --mas recebeu uma advogada que cuida de seu caso.

Ele saiu do CPP (Centro de Progressão Penitenciária), em Brasília, às 7h30, e chegou no prédio onde trabalha conduzido por um motorista em uma Hilux preta, de propriedade de sua empresa de consultoria. Cumprimentou a imprensa com um "bom dia", mas não deu declarações.

Ex-ministro da Casa Civil no governo Lula, Dirceu está trabalhando no escritório do advogado José Gerardo Grossi, de quem é amigo, com salário combinado de R$ 2.100 para ajudar a organizar documentos e livros e fazer serviços administrativos.

Pouco depois da subida de Dirceu, seu motorista fez uma quentinha de café da manhã em uma lanchonete próxima, acompanhada de suco de laranja, e levou para o escritório.

Por volta das 11h40, uma advogada do escritório que defendeu Dirceu no mensalão chegou ao local para encontrá-lo. A advogada saiu cerca de uma hora depois e confirmou que esteve com Dirceu, mas não deu detalhes. Ela disse que conversou com ele no horário de almoço, para não atrapalhar o trabalho.

Às 13h, o motorista de Dirceu subiu no prédio com uma quentinha do restaurante Capital Steakhouse.

Histórico

Dirceu foi transferido na semana passada do Complexo Penitenciário da Papuda, na capital federal, para o CPP, após decisão da juíza Leila Cury, do TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios).

Dirceu estava preso na Papuda desde novembro do ano passado. O ex-ministro foi condenado a 7 anos e 11 meses pelo crime de corrupção ativa no processo do mensalão do PT, mas tem direito a cumprir a pena no regime semiaberto.

O Código Penal afirma que o semiaberto é destinado a presos não reincidentes condenados a mais de quatro anos de prisão e menos de oito anos.
O pedido de trabalho externo de Dirceu se arrasta desde o ano passado. Primeiramente ele tentou obter autorização para trabalhar num hotel de Brasília. Lá, seria gerente e receberia salário de R$ 20 mil.

Dúvidas sobre o verdadeiro proprietário do hotel surgiram após a revelação de que a empresa que comandava o estabelecimento era sediada no Panamá e tinha como presidente um auxiliar de escritório que residia num bairro pobre da cidade.

Devido a isso, Dirceu desistiu da proposta e obteve uma nova, para trabalhar no escritório de advocacia de Grossi, em Brasília.

Primeiramente, o pedido foi negado pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, mas depois foi autorizado pela maioria da corte.

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