O vereador Chiquinho Telles (PSD) não conseguiu as 10 assinaturas necessárias no requerimento para pedir a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Folia, que não sairá do papel.
Segundo o legislador, garantiram apoio os seguintes vereadores: Coringa (PSD), Carlão (PSB), Magali Picarelli (PMDB), Otávio Trad, Elizeu Dionízio (SDD), Paulo Siufi, Waldecy Chocolate (PP), Chiquinho Telles (PSD), Edson Shimabukuro (PTB) e Eduardo Romero (PT do B).
Já o Coringa afirmou que não assinou a solicitação de CPI. "Eu não assinei isso Chiquinho, olha lá aonde você vai me colocar", disse. Em seguida, admitiu que assinou o requerimento sem ler e deve retirar a assinatura. "O Chiquinho me disse que era outra coisa", afirmou.
Coringa acredita que cabe ao Ministério Público investigar o caso e que gastar dinheiro com CPI é um desperdício.
Os parlamentares Vanderlei Cabeludo (PMDB, Delei Pinheiro (PSD), Mario Cesar (PMDB, Carla Stephanini (PMDB) e Herculano Borges (SDD) preferiram não assinar.
Segundo Chiquinho Telles, com 10 assinaturas já seria possível abrir a CPI porque 11 seria apenas para dar mais seguridade caso alguém decidisse retirar o apoio. Carlão havia assinado da primeira vez e retirado assinatura.
Enquanto a Mesa limpava a pauta votando projetos e requerimentos, por conta do recesso, Chiquinho aproveitou o tempo para articular com os pares. Porém, o presidente Mario Cesar (PMDB) encerrou os trabalhos, afirmando que ninguém pediu prorrogação da sessão.
Tribuna
O parlamentar ocupou a tribuna e recebeu o apoio dos vereadores Paulo Siufi (PMDB) e Otávio Trad (PT do B). Ambos concordaram que deve haver CPI para esclarecimento dos fatos. Segundo o propositor da comissão, o prejuízo soma quase R$ 1 milhão. “Quem não deve não teme”, disse.
Siufi alegou que este é o dever da Câmara e que “Alcides Bernal deve ser homem e vir aqui dar explicações”.