O candidato do PMDB ao governo do Estado de São Paulo, Paulo Skaf, foi pressionado neste sábado (26) por eleitores para se posicionar sobre seu apoio à presidente Dilma Rousseff na reeleição. O candidato, que está em Franca (400 km de São Paulo) desde sexta (25) em campanha, foi questionado por jornalistas se irá subir em palanques ao lado de Dilma.
Skaf se esquivou e disse que está concentrado apenas na campanha estadual e que em São Paulo o PT é seu adversário. "O palanque natural da presidente Dilma é o do PT, o partido dela. Essa história de palanque duplo serve para confundir", afirmou. Eleitoras que acompanhavam o candidato na cidade, insatisfeitas com a resposta dada por Skaf aos jornalistas, voltaram a questioná-lo sobre o apoio à campanha de Dilma.
"Saber se ele vai apoiar a Dilma é fundamental para o meu voto", disse a supervisora administrativa, Regina Silva, 46. "Eu quero uma diversificação no poder", afirmou a secretária Rejane Cristina Barbosa, 44. 'Sabatinado' pelas duas, Skaf foi mais uma vez evasivo na resposta. "Em São Paulo, o PT já tem seu candidato que é o Padilha [Alexandre]", disse antes de tirar um "selfie" com as eleitoras e seguir para uma reunião com lideranças regionais do partido.
O candidato ao Senado, Gilberto Kassab (PSD), que apóia Skaf nas eleições estaduais e Dilma, nas nacionais, também evitou se posicionar sobre o apoio do PMDB de São Paulo à reeleição da petista. Kassab voltou a dizer que a coligação encontrará um "ponto de equilíbrio" na campanha. Nesta semana, o comando nacional do PMDB entrou em campo para garantir apoio à Dilma no Estado, mas Skaf tem mostrado resistência em oferecer espaço para a campanha petista. A presidente enfrenta forte rejeição no Estado de São Paulo. Pesquisa Datafolha indicou que 47% dos eleitores no Estado não votariam em Dilma de jeito nenhum. Na capital, 49% não votariam na petista.
Para superar a rejeição no Estado, a campanha da presidente aponta a campanha de Skaf como um "plano B" em São Paulo, devido ao baixo desempenho do candidato petista, Alexandre Padilha.