O frio não desanimou os moradores da região do Bairro Piratininga, em Campo Grande, que foram na noite de ontem (28) até a casa da professora de Educação Física, Lucília Corvalan, para ouvir as propostas dos candidatos da coligação Novo Tempo.
O grupo de 700 pessoas, formado por lideranças de pelo menos 20 bairros da região, incluindo uma caravana de Sidrolândia, ouviu as ideias de renovação do candidato ao Senado, Antonio João (PSD), do deputado federal e candidato à reeleição, Luiz Henrique Mandetta (DEM), e do candidato ao Governo do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB).
Antonio João abriu o encontro dando ênfase a questão da ética e da honestidade, que para ele são os pré-requisitos fundamentais que o candidato já deve mostrar no início da campanha. “Eu quero conquistar meu mandato para servir vocês. Eu não quero ir para Brasília para roubar. Nunca precisei fazer isso na minha vida. Tudo o que tenho conquistei com meu suor. Trabalho desde menino”, disse.
Para reforçar a importância da sinceridade, Antonio João destacou matéria do Correio do Estado sobre a declaração de bens dos candidatos. “Tem uma candidata que declarou possuir só R$ 10 mil. Ela esqueceu de declarar a fazenda dela. Já disseram que eu sou o oitavo candidato mais rico do País. Isso não é verdade. Já estive no Senado e posso garantir que conheci senadores podres de rico, gente que entrou lá só para enriquecer e não fez nada”, ressaltou.
Antonio João destacou que nenhum candidato da coligação precisa explicar a origem de seus bens porque foram conquistados de maneira lícita. “Os desonestos começam a mentir já na campanha. Sou ficha limpa, não fui eu quem quebrou a Petrobras”, disse.
A declaração foi enfatizada pelo deputado federal Mandetta. “Antonio João não tem nada para esconder. Está aqui de peito aberto, com toda sinceridade”, disse.
A importância em observar os candidatos que realmente trabalham para o Estado como um todo e não apenas para uma região específica também foi destacada por Antonio João. Ele citou como exemplo Três Lagoas, que abriga algumas das maiores indústrias do País. “Lá tem fábrica de celulose, biscoitos, tecelagens, tudo levado pela vice-governadora, que é candidata ao Senado. Para os outros municípios não sobrou nada. Se ela for eleita vai levar tudo para Três Lagoas porque ela é de lá. Eu vou trabalhar para todo o Mato Grosso do Sul, não só para uma região”, enfatizou.
Antes de encerrar, Antonio João destacou que sua meta é batalhar por recursos para a saúde, segurança e educação. “Me preocupo porque nossos filhos e netos correm o risco de ser aliciados por traficantes na porta das escolas. Onde está a polícia federal e a estadual que não veem isso”, contestou.
Para a professora Lucília, as propostas atingem a população porque destacam pontos que o atual governo não está dando importância. “A questão da escola em período integral é importante, dessa forma podemos ter uma educação mais abrangente, incluindo o esporte, uma antiga reivindicação dos moradores aqui da região”
Já a cozinheira Henriqueta Ramos avaliou a história e as ideias de Antonio João para trazer recursos ao Estado. “Gostei da história de vida dele e do que ele falou sobre os gastos com a Copa. Não sabia que era tanto. Vou levar o jornalzinho para mostrar à minha família”, disse Henriqueta sobre o tablóide distribuído na reunião.