Política

CANDIDATO AO SENADO

Antonio João apresenta propostas a professores

Antonio João apresenta propostas a professores

Redação

05/08/2014 - 09h35

Professores e profissionais da Educação lotaram o Comitê Central do candidato ao governo do Estado Reinaldo Azambuja (PSDB) na noite de ontem (4) para ouvir as ideias dos candidatos da coligação Novo Tempo. Pelo menos mil educadores ouviram as propostas de valorização da categoria apresentadas pelo candidato ao Senado, Antonio João (PSD), pelo candidato a deputado federal, Marcio Monteiro (PSDB), e pelo professor Rinaldo, candidato a deputado estadual também pelo PSDB.

Antonio João brincou com os professores presentes, dizendo que gostava muito de conversar em sala de aula, mas o respeito era primordial. “Sou do tempo que o aluno respeitava o professor. Não me acostumei e vocês também não devem se acostumar com as ofensas que acontecem hoje”, disse o candidato. “Até hoje quando converso com um profissional do setor o chamo de professor, mesmo que seja mais novo do que eu”, completou Antonio João lembrou dos ensinamentos de seus pais, os professores José Barbosa Rodrigues e dona Henedina, que sempre apostaram na educação escolar como um fator transformador da sociedade. “Não tem outro caminho. Só assim o Brasil vai mudar”, ressaltou.

Em outro momento, ele criticou os gastos da União com a Copa do Mundo. Antonio João destacou que, caso estivesse no Senado, iria protestar contra os R$ 40 bilhões investidos, “Sempre fui um contestador. Não aceitaria esse investimento sem a construção de pelo menos uma escola ou um bom hospital”, declarou. Para o candidato, administrar é priorizar os recursos, por isso alertou sobre as Olimpíadas que serão realizadas em 2016, no Rio de Janeiro. “Vocês correm o risco de ficar sem escolas e sem hospitais de novo. Por isso quero ir para o Senado, para chutar a canela desses políticos quando eu achar que estão fazendo besteira. Quero ser empregado de vocês porque já trabalhei muito para mim. Agora quero trabalhar pela sociedade”, disse.

Mas o governo federal não foi o único alvo de suas críticas. Antonio João também falou sobre o governo do Estado e a obra do Aquário do Pantanal, orçado em 300 milhões. Para o candidato, com esse valor, seria possível construir ao menos 200 creches ou até quatro hospitais. “Podia fazer um Aquário menorzinho e investir o resto em obras que vocês precisam”, ressaltou o candidato.

Um dos principais problemas da categoria, na opinião dele, é a necessidade do profissional lecionar os três períodos, dificultando sua requalificação. “Não é só o salário que precisa melhorar. O professor precisa ter tempo para se aperfeiçoar e cuidar da família”, afirmou.
O candidato também mencionou as denúncias da revista Veja, que acusa o candidato petista ao governo do Estado, Delcídio do Amaral, de ter participado de um esquema para forjar depoimentos à CPI da Petrobras, que investiga a compra de uma refinaria em Pasadena, no Texas.

Antonio João, que foi suplente de Delcídio no Senado, afirmou ter se arrependido da parceria após tomar conhecimento da denúncia. “Sinto uma dor quando penso que ajudei em sua eleição. Essa é uma das poucas coisas que me arrependo na vida, mas já passou. Agora quero usar essa mesma força e a mesma inteligência para levar o Reinaldo ao governo do Estado, para que a gente resolva os problemas de Mato Grosso do Sul juntos”, destacou o candidato, novamente sendo aplaudido.

Reinaldo Azambuja destacou alguns pontos do discurso do candidato ao Senado como primordiais para a valorização da classe. Azambuja disse que os candidatos da coligação conhecem o tamanho do desafio que é transformar a educação e citou uma das bandeiras de Antonio João - as escolas em período integral - como o principal recurso para tirar os jovens das ruas.

Provando que o discurso da coligação está alinhado, Reinaldo também concordou com Antonio João ao afirmar que a categoria precisa de uma carga horária flexível, evitando dessa forma o grande número de licença saúde que obriga dez por cento da categoria, segundo dados atuais, a permanecer fora da sala de aula.
 

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