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Aluno crava lápis na cabeça de colega durante briga em escola

Aluno crava lápis na cabeça de colega durante briga em escola

Redação

03/09/2014 - 13h15

Um garoto de 12 anos teve um lápis cravado em sua cabeça durante uma discussão com o colega de 13 anos, nesta terça-feira (2). O fato ocorreu na escola Tancredo de Almeida Neves, no bairro Sobral, em Rio Branco. A vítima foi atendida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde teve o objeto removido.

De acordo com a direção da escola, a briga começou porque um dos meninos acusou o outro de 'colar' as atividades em sala de aula. "O professor mandou terminar a discussão e quando virou para escrever no quadro, um dos meninos deu um murro no outro. Na sequência, o que tinha levado o murro e estava com o lápis na mão, revidou", relata o diretor Antônio Ari Araújo de Sousa.

O diretor afirma que todos ficaram chocados, porque nenhum dos alunos tinha histórico de violência. "A gente não esperava, nossa escola não tem esse histórico desse tipo de violência. Os pais foram comunicados. São dois alunos que nunca nem imaginamos se envolver nesse tipo de problema", afirma Sousa.

Os dois estudantes devem retornar às aulas na próxima semana. Uma reunião com o Conselho Escolar foi marcada para a próxima segunda-feira (8) e irá analisar o caso de acordo com o regimento interno. "Vamos conversar com os pais, com o conselho da escola para depois tomar uma decisão. Temos que lidar com prudência nesses casos", ressalta o diretor.

Procurada pelo G1, a mãe da vítima, a dona de casa Francisca de Oliveira, disse que o filho nunca se envolveu em briga na escola. "O menino estava colando do caderno dele e ele foi reclamar. Começaram a brigar,  o menino deu um murro nele e ele revidou com outro murro na boca do colega que reagiu enfiando o lápis na cabeça dele. Meu filho não é de brigar, nunca mexeu com ninguém na escola", garante.

Francisca diz que chegou a fazer um Boletim de Ocorrência, mas não vai levar o caso adiante, em respeito à outra mãe. Segundo ela, o filho sempre se queixa do colega que põe apelidos nele. "Os policiais conversaram com os meninos e eles se comprometeram a não mexer mais um com o outro", diz.

A mãe do aluno que agrediu o colega, a servidora Marinelda da Silva, disse ao G1, que o filho está arrependido. "Ele não é violento, é tranquilo, está arrependido e chorou muito. Foi um momento de raiva. Ele não é violento em casa, converso muito com ele. É calmo e gosta de fazer amizades", diz a mãe. 

De acordo com a direção da UPA do Segundo Distrito, o menino de 13 anos foi atendido pela equipe de trauma e foi identificado que não ocorreu perfuração no crânio. O jovem foi liberado no mesmo dia.

"A princípio ficamos assustados, antes de fazer o procedimento, mas examinamos e vimos que a parte neurológica dele estava integrada. Fizemos uma radiografia e percebemos que o lápis adentrou entre a calota craniana e o músculo do couro cabeludo. Ele ficou em observação por algumas horas, mais foi liberado no mesmo dia", explicou o médico Pedro Pascoal, que atendeu o menino.

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