Candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul, Delcídio do Amaral (PT), caiu na rede do esquema dos políticos que receberam dinheiro de empresas de contratos bilionários com a Petrobras. A revista IstoÉ mostrou o rastro dos recursos destinados aos caixas dos políticos. Entre eles, o Delcídio do PT. A revelação foi feita pelo ex-diretor de Abastecimento e Refino da estatal, Paulo Roberto Costa, em depoimento feito à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal. Ele indicou Delcídio como um dos integrantes da lista dos 12 senadores beneficiados pelo esquema da Propinobrás.
A denúncia envolvendo Delcídio no esquema poderá mudar o rumo da campanha eleitoral em Mato Grosso do Sul. Os adversários deverão explorar o escândalo da participação do candidato petista no esquema da Propinobrás.
A revelação do nome de Delcídio no esquema de corrupção na Petrobras já era esperada pelos adversários políticos, em virtude de sua ligação com as empresas investigadas. A base disto é as contribuições milionárias para a sua campanha. Muitas dessas empresas não têm nenhuma obra em Mato Grosso do Sul.
Segundo a reportagem, a lista de parlamentares e chefes de governo citados pelo ex-diretor têm relação direta com as empresas contratadas pela Petrobras, e envolvidas no esquema de corrupção. Levantamento feito na prestação de contas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revela a participação de cinco empreiteiras acusadas no esquema de corrupção. Este ano doaram quase R$ 90 milhões a políticos relacionados ao escândalo.
A reportagem, de Adilson Trindade e Zana Zaidan, está na edição deste domingo do jornal Correio do Estado.