O candidato do PT ao governo de Mato Grosso do Sul, senador Delcídio do Amaral, não pretende suspender a campanha eleitoral em consequência das denúncias envolvendo o seu nome no esquema de propina das empresas de contratos bilionários com a Petrobras. Mas prometeu processar a revista IstoÉ pela divulgação de seu nome no escândalo.
Delcídio não fala com o Correio do Estado sobre qualquer assunto relacionado ao escândalo de corrupção na Petrobras. Em nota enviada ao redator da IstoÉ, o candidato a governador não rebateu o depoimento do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, preso na Polícia Federal do Paraná, sobre o seu envolvimento no esquema da Propinobrás. Apenas atacou a revista. Ele considerou esdrúxula a matéria com citação do seu nome.
Para o senador, as doações de campanha são legais, realizadas por empresas “aptas a fazê-las”por intermédio do Diretório Nacional do PT. Ele ressaltou doações feitas para “todos os principais partidos políticos desta e de eleições passadas em praticamente todos os estados brasileiros”.
Na avaliação de Delcídio, “a matéria, além de redação confusa e desestruturada, contém também erros ridículos de informação básica a meu respeito, considerando que jamais militei no PFL como afirma a revista, entre outras barbaridades”.
Delcídio observou ainda a dimensão que pode tomar essa matéria na campanha eleitoral. “O texto publicado, além de servir unicamente como tiro de festim para que candidatos desesperados utilizem contra adversários, inclusive e principalmente no Mato Grosso do Sul, não tem outra utilidade que não seja ser destinado à lata do lixo”, atacou.
O candidato petista ressaltou que “certamente, diante deste escárnio, não me resta outra alternativa senão tomar, imediatamente, todas as medidas jurídicas que o caso requer”. Este tipo de ameaça de Delcídio é constante em Mato Grosso do Sul. Ele recorre constantemente à Justiça para censurar o Correio do Estado. Delcídio não aceita ser criticado e, muito menos, contestado.
O candidato mostrou, ainda, em nota à IstoÉ, como será a sua postura com a imprensa se for eleito governador. Ele indicou a sua determinação de combater com rigor este tipo de jornalismo por considerar crime.
“Aos que pensam em se locupletar politicamente desta matéria pífia e covarde, flagrantemente encomendada para fins espúrios, e que foi previamente anunciada na manhã de ontem (sexta-feira, 12) por um candidato adversário em Campo Grande, saibam que esta atitude me fortalece ainda mais para combater, também, este tipo de crime em nosso Estado”, concluiu Delcídio a nota enviada à revista IstoÉ.