Política

CAMPANHA ELEITORAL

Independência do BC daria "quarto poder" a bancos, afirma Dilma

Dilma Rousseff é defensora da autonomia relativa do Banco Central

Redação

14/09/2014 - 17h45
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Ao voltar a se posicionar contra a independência do Banco Central, a candidata a reeleição Dilma Rousseff (PT) afirmou na tarde deste domingo (14) que os bancos não podem ser o "quarto poder" no país.

"Independência é uma coisa, autonomia é outra. Independência é poder. Isso vai soar muito agressivo no ouvido de todo mundo que defende independência. E aí, o quarto poder não pode ser os bancos. Aliás, era de vocês [da imprensa]. Isso desde o século 19, começou lá na Inglaterra", disse Dilma. A declaração foi dada logo após o encerramento de sua tradicional coletiva dominical desde o início da campanha, enquanto subia a rampa a caminho do mezanino da entrada principal do Palácio do Alvorada.

Dilma Rousseff é defensora da autonomia relativa do Banco Central. Sua principal concorrente nesta campanha, Marina Silva (PSB), defende a formalização dessa autonomia, com uma lei. Para a petista, apenas desfrutam de independência os três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. "Eu não tenho de escrever um programa [de governo] e dizer que sou a favor da independência do Banco Central. Eu não sou a favor. O Banco Central para mim não é um poder", disse a presidente.

Nesta tarde, Dilma reiterou que tal medida tiraria comida do prato dos brasileiros, tal qual mostrou uma das inserções de sua campanha na televisão.

"Um banco central que não tem como meta o máximo emprego tira sim [comida da mesa]. Tira comida e perspectiva da vida das pessoas. Outro dia eu falei: sabe qual são os objetivos do banco central americano? Máximo emprego, o primeiro, estabilidade de preços e juros moderados a longo prazo", observou, citando que ela nunca trocou o presidente do Banco Central, ao contrário da gestão de Fernando Henrique Cardoso (1994-2002).

A questão da independência do Banco Central transformou-se, na última semana, no principal ponto de debate das duas candidatas que lideram as pesquisas de intenção de voto.

Paz e amor

Neste domingo, ao ser questionada sobre o fato de Marina Silva ter lhe desafiado a mostrar um plano de governo e de ter dito que não quer atacar Dilma, a presidente respondeu: "Eu sempre estive num momento paz e amor. O meu programa tem quatro anos que está nas ruas, sendo feito".

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