Após travar uma disputa com a ex-senadora Heloísa Helena (PSOL), o ex-presidente da República Fernando Collor de Mello (PTB) foi reeleito para mais oito anos de mandato no Senado por Alagoas.
Com 90% das seções apuradas, Collor tinha 57% dos votos, ante 31% de Heloísa. O ex-presidente foi eleito na chapa de Renan Filho (PMDB) --filho do presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB)--, que deve vencer a disputa para o governo de Alagoas. Partidos como PT e PC do B apoiaram Collor, que também recebeu o apoio de parte dos aliados de Benedito "Biu" de Lira (PP), rival de Renan Filho na disputa pelo governo.
Principal adversária de Collor na disputa, a ex-senadora e vereadora em Maceió Heloísa Helena ganhou adesões do PSDB e de setores do PSB. Há cinco dias, o governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) anunciou em um ato político no interior do Estado que votaria na ex-senadora. O candidato tucano ao Senado, o cientista político Eduardo Magalhães, renunciou à disputa no primeiro mês de campanha, e o partido ficou sem nome na disputa.
A campanha ao Senado em Alagoas foi marcada pela grande diferença de estrutura e de recursos arrecadados pelas duas principais candidaturas. O ex-presidente gastou R$ 1,7 milhão nos dois primeiros meses de campanha. Espalhou propaganda por todo o Estado e deslocava-se de helicóptero nas idas ao interior. A situação é oposta à de 2006, quando Collor foi eleito pelo PRTB com apenas 27 segundos de tempo de TV. Na época, derrotou nas urnas o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), hoje seu aliado.
Heloísa Helena gastou cerca de R$ 50 mil na campanha. Dirigiu o próprio carro em viagens de campanhas e montou comitê na casa de seu primeiro suplente, em Maceió. Os ataques aos dois principais adversários também marcaram a campanha. Heloísa, que chama o adversário de "porco barrão", diz que ele representa o "império dos podres poderes". Heloísa foi atacada por candidatos de partidos pequenos, sendo chamada de "briguenta" e de "candidata que nunca fez por Alagoas".