Após reunião da comissão executiva da Rede Sustentabilidade, o grupo não chegou a um consenso sobre o posicionamento no segundo turno das eleições presidenciais. Mas segundo o porta-voz da Rede, Walter Feldman, é certo que Marina Silva não apoie Dilma Rousseff. Com isso, fica aberto o caminho para que a candidata, que ficou em terceiro na eleição do último domingo, com 21,32% dos votos, oficialize a coligação com Aécio Neves (PSDB). A decisão final será divulgada na quinta-feira.
A posição da Rede ainda depende da ratificação do diretório, que vai se reunir na noite da quarta-feira. O encontro desta terça foi feito por 24 membros da comissão executiva do partido, que se falaram por meio de teleconferência.
“Já tem a primeira manifestação: não à continuidade do atual governo”, disse Feldman, negando que a Rede já tenha se decidido por Aécio.
Já o PSB, partido ao qual Marina se filiou para poder disputar as eleições, anuncia nesta quarta-feira, em Brasília, sua posição – se apoiará algum dos dois candidatos ou se vai optar pela neutralidade. No mesmo dia, Luciana Genro, do Psol, fará pronunciamento em São Paulo para declarar sua posição no segundo turno. A candidata foi a quarta colocada na votação, com 1,55% dos votos.
Marina passou a terça-feira em um apartamento na zona sul de São Paulo, onde recebeu integrantes da Rede e do PSB de Pernambuco. O senador eleito Fernando Bezerra e o governador eleito do estado, Paulo Câmara, estiveram no local e foram embora no fim da tarde.
Também nesta terça, o PPS confirmou o apoio a Aécio no segundo turno, sendo o primeiro partido a declarar oficialmente a união com o candidato tucano.
“A sociedade deu um recado muito claro nas urnas contra o governo. Defendemos a união das oposições para derrotar o lulopetismo”, disse o presidente do PPS, Roberto Freire.
O primeiro debate entre Dilma e Aécio será na Band, no próximo dia 14. Nesta terça ficaram decididas as regras do encontro, que será marcado pelo confronto direto entre os candidatos.