Política

segundo turno

Para Azambuja, Delcídio terá "dor de cabeça" com denúncias de corrupção na Petrobras

Tucano acusa o petista não explicar as citações de seu nome nos escândalos.

Redação

13/10/2014 - 00h00

Para Reinaldo Azambuja (PSDB), as informações sobre o esquema de corrupção na Petrobras atingiram diretamente a candidatura do senador Delcídio do Amaral (PT) ao Governo de Mato Grosso do Sul por causa das citações de seu nome pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

Delcídio, que antes acreditava que continuaria inabalável diante das denúncias, viu no dia 5 de outubro pequena diferença de votos entre ele e Reinaldo, de menos de 4 pontos percentuais dos votos válidos. Líderes tucanos atribuem a rejeição e a queda do favoritismo do petista à ausência de explicações das denúncias.

“Enquanto ele tenta se esquivar de dar explicações, o Costa falou o nome dele, mostrou como era a operação desse esquema absurdo de corrupção”, declara Azambuja, que diz, ainda, que ao invés de esclarecer, Delcídio cria fatos “mentirosos” para desviar o foco da população sul-mato-grossense. “Essa é a velha política deles, tentam criar fatos que não existem. Mas, se não se explicar, (Delcídio) vai ter muita dor de cabeça por aí”, analisa.

Diante da crise, Delcídio dispensou Pedro Chaves (PSC) do cargo de coordenador de campanha na Capital e apelou para Zeca do PT, de quem, nos bastidores, é desafeto. No entanto, Zeca foi o deputado federal mais bem votado, com mais de 160 mil votos, e pode atrair eleitores para Delcídio.

A reportagem, de Zana Zaidan, está na edição desta segunda-feira do Jornal Correio do Estado.

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