Dilma Rousseff (PT) fez campanha nesta sexta-feira no Sul do Brasil e responsabilizou o adversário Aécio Neves (PSDB) pelo aumento dos ataques pessoais na disputa.
Na reta final do segundo turno, o PT não economiza para convocar a militância. Sejam eleitores ou puxadores de votos. Por isso, Dilma foi recebida no Sul do País por cerca de 50 prefeitos e pelo governador de Santa Catarina.
Os próprios petistas admitem que essa é a eleição presidencial mais apertada desde 1989. Por isso, cada passo da candidata é milimetricamente planejado. Enquanto o ex-presidente Lula percorre Norte e Nordeste, Dilma veio para o Sul do Brasil, onde perdeu para Aécio no Paraná e em Santa Catarina.
A candidata fez questão de se movimentar pelo palco e fazer um discurso para a militância. Tudo para mostrar que está bem depois de uma crise de falta de açúcar no sangue, na quinta, na saída do debate do SBT.
“É uma característica minha quando eu não como, eu geralmente passo mal”, afirmou Dilma. “Eu passei um tempo muito longo sem comer. Então, eu precisava de um açucarzinho. Como um chocolatinho”.
Dilma também culpou Aécio pela troca de acusações cada vez mais pesadas na campanha. “Acredito que os debates seriam melhores se fossem propositivos. Eu tenho algumas propostas de governo, como o Pronatec. Acontece que não é da mesma forma que o candidato adversário tem se comportado. Agora, não posso me furtar ao debate do jeito que vier”.